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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

NECROMANCER - FORBIDDEN ART (2014)



                         "Um acerto de contas com o passado". Assim, dessa forma, a própria banda acaba por denominar seu primeiro álbum, após 30 anos. E esse acerto faz mais do que jus à história do grupo carioca NECROMANCER. Lançado em 2014 pela Heavy Metal Rock, FORBIDDEN ART vem para mostrar aos mais novos toda a importância da banda dentro do cenário nacional. Formada em 1986, durante esses mais de 30 anos, houveram pausas nas atividades, mas a vontade de seguir adiante foi mais forte, e felizmente, ara nós, fãs de metal feito com qualidade, o primeiro trabalho do grupo finalmente chega ao mercado.

                          Na gravação do álbum, a banda contava com a seguinte formação: Marcelo Coutinho (vocal), Luiz Fernando (guitarra e backing voca) e Alex Kafer (baixo, bateria, guitarra solo e backing vocal), sendo que hoje o grupo é composto por Marcelo (vocal), Luiz Fernando e Alex (guitarras), Gustavo Fernandez (baixo) e Vinicius Cavalcanti (bateria). Gravado e mixado por Fernando Perazo no Hanoi Studio, No Rio de Janeiro, entre julho e outubro de 2013, Forbidden Art é um resgate histórico da carreira do hoje quinteto. Com músicas que integraram suas demos, o álbum é um a verdadeira aula de thrash metal, que mesmo tendo características mas "old school", possui muita personalidade e não soa datado em nenhum momento. A capa é mais um belo trabalho de Marcelo Vasco (Slayer, Borknagar, Soulfly, entre outros). 

                     A intro Necromantia nos prepara para a primeira faixa, a poderosa Necromancer. Pesada, direta e bastante agressiva, a composição carrega consigo todas as influências do grupo, pois podemos perceber que a escola alemã se mostra mais latente , principalmente nas guitarras de Luiz Fernando e e Alex. O vocal de Marcelo vai também por essa linha, mas sem exageros. Os riffs se destacam ao lado do solo bem encaixado na estrutura da faixa. Deadly Symbiosis, mais cadenciada, possui momentos mais densos e pesados, mas tem aquela levada tipicamente thrash. Com mais uma bela dose  de riffs pesados, a faixa é um dos destaques do trabalho. Dark Church traz em destaque o baixo (que ficou sob a responsabilidade de Alex Kafer nas gravações). Além disso, a estrutura da composição se difere das demais, tendo na levada da bateria (também à cargo de Alex) sua principal referência. Havocs and Destruction começa com aquele "clássico" momento introspectivo, que nos deixo em estado de alerta para o peso que virá na sequência. Nessa faixa, Marcelo adiciona uma dose extra e agressividade ao vocal, enquanto Luiz Fernando e Alex pesam a mão em bases e solos que se encaixam com perfeição na composição.

                         Middle Ages tem muito peso e possui uma levada mais cadenciada, aproximando-se, de certa forma, com o doom metal (mas, por favor, escutem e entendam o que quero dizer). As mudanças de andamento aqui, comprovam a capacidade de criação do grupo, pois não existem amarras ao estilo, mesmo que sua base seja o thrash metal old school. Plundered Society volta a nos mostrar toda a agressividade e brutalidade da banda, com riffs intensos e baixo/bateria marcados. Bem "suja e pesada", aqui Marcelo faz uso de vocais mais rasgados. O solo de Alex também merece destaque, sendo um dos melhores do álbum! E tome riffs e bate estaca pra bangear com The Rival! Direta e sem enrolação, a faixa é uma das mais rápidas e curtas do play. O encerramento vem com Desert Moonlight, que foi gravada em 2011 e segue a mesma linha de composição da faixa anterior, mas com mais peso e momentos mais variados.

                    Muito mais do que um acerto de contas com o passado, FORBIDDEN ART é um resgate histórico de uma banda com história dentro do metal nacional. Que esse álbum seja apenas o primeiro e que o NECROMANCER possa seguir nos brindando com músicas brutais e agressivas como as que se fazem presentes aqui. mais do que indicado aos fãs de Thrash metal como ele tem que ser: agressivo, direto e brutal!




                   Sergiomar Menezes

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