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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

TUMULTO - CONFLITO SOCIAIS (2017)



                   Sabe aquele disco (ou cd, como você preferir) que você ouve e quando vê, já está ouvindo de novo de tão bom que é? CONFLITOS SOCIAIS, da banda TUMULTO é um desses casos. Mesmo sendo um EP acrescido de três covers, o trabalho (originalmente lançado em 1992), ganhou uma roupagem mais moderna (quanto à produção) e pesada, uma vez que aquele punk/hardcore que caracterizou a sonoridade do grupo paranaense ao longo de sua carreira (o grupo foi formado em 91), ganhou influências do thrash metal, o que deixou ainda mais interessante e empolgante a música da banda.  Comemorando os 25 anos de seu lançamento, o álbum é indispensável pra quem curte o estilo em questão.

              Germano Duarte (vocal e guitarra), Rafael Feldman (baixo) e Márcio Duarte (bateria) regravaram seu primeiro registro sob a produção de Emerson Pereira (em 1992, o lendário e saudoso Rédson do Cólera foi o responsável por este quesito), enquanto a mixagem e masterização ficaram sob a responsabilidade de Anderson Vieira. E podemos afirmar que tudo ficou muito bem feito, pois as guitarras soam pesadas e ao mesmo tempo, possuem uma timbragem bastante clara, sem que deixem de lado a "sujeira" que é recorrente ao estilo. Além das seis faixa originais regravadas, temos ainda três covers: Meu Filho (Câmbio Negro HC), Desconstrução (Ação Direta) e Medo (do Cólera). As três faixas só vieram a engrandecer ainda mais essa regravação do EP.

                  A energia do punk/hardcore do trio já começa pela faixa de abertura. Realidade é daquelas faixas que possuem velocidade moderada, mas que possuem riffs básicos, tipicamente punks, mas que ganharam peso nessa nova versão. Além disso, Germano agregou mais agressividade ao seu vocal, deixando a composição com uma cara quase crossover. Massacrados também possui ótimos riffs, evidenciando a pegada pink/HC do grupo. E uma coisa que é bastante interessante de se notar é que mesmo após 25 anos, as letras do grupo continuam bastante atuais. É... Nosso país proporciona esse tipo de realidade... Corruptos, apesar do vocal agressivo de Germano, possui um andamento mais ameno, mostrando o grande entrosamento entre Rafael e Márcio (baixo e bateria, respectivamente). E tome punk rock na faixa título, que traz consigo solos mais próximos do heavy metal, mas que não descaracteriza em nenhum momento a pegada do grupo. Humanidade Desumana é outra faixa que começa mais cadenciada mas ganha velocidade e intensidade em sua execução. A última faixa (regular do EP), Sociedade é uma Prisão tem uma levada punk, mas com riffs que mantém uma certa conexão com o thrash. 

                 Com relação às três covers, Meu Filho, da banda Câmbio Negro HC ficou muito boa, ganhando um pouco mais de peso, assim como Desconstrução, da não menos icônica Ação Direta. Já Medo, do Cólera é daquelas faixas que a gente não se cansa de ouvir, tamanha a classe e categoria que o já citado Rédson tinha na hora de criar verdadeiros hinos para o Punk/HC nacional e. porque não dizer, mundial.

                    CONFLITOS SOCIAIS é muito mais do que uma regravação do primeiro trabalho do TUMULTO. É um presente aos fãs do estilo que ganham uma nova oportunidade de ouvir esse importante trabalho, com uma nova produção, mais atual. E também, não deixa de ser, uma chance a mais de quem ainda não conhece, ter acesso ao trabalho desta grande banda do punk/hc brasileiro.




                    Sergiomar Menezes

TUPI NAMBHA - INVASÃO ALIENÍGENA (EP - 2016)



                        E o metal nacional não pára de me surpreender. E na maioria das vezes, positivamente. E esse é o caso da ótima e interessante banda TUPI NAMBHA, oriunda de Brasília, DF. Se a capital federal, não pode servir de orgulho para nós brasileiros no que diz respeito à política, quanto ao metal, a coisa muda de figura. Praticando um heavy metal bem peculiar, intitulado pela própria banda como Tribal Metal, ms que mantém uma grande proximidade com o Thrash, o grupo lançou em 2016 este excelente EP. INVASÃO ALIENÍGENA mostra uma banda que, apesar de formada em 2016 (mesmo ano do lançamento do EP), apresenta personalidade, uma vez que faz uso do Tupi antigo em suas letras. Se iso pode soar estranho em um primeiro momento (e sendo honesto, soa sim), conforme passam as audições, isso se mostra um diferencial que, agregado à sonoridade criativa do grupo, transforma o trabalho em algo muito, mas muito interessante.

                  A banda é formada por Marcos Loiola (vocalista) e Rogério Delevedove (guitarra). Infelizmente, o único ponto negativo do trabalho é a falta de informações sobre quem participou gravando o restante dos instrumentos. Mas esse detalhe acaba ficando muito pequeno, tamanha a qualidade das composições apresentadas aqui. Produzido por Caio Cortonesi, tendo a gravação, mixagem e masterização realizadas no estúdio Broadband, com a direção artística de João Rafael, responsável pela arte gráfica do EP.  Composições fortes, com belos arranjos e obviamente, as letras cantadas em Tupi acabam sendo os destaques deste homogêneo trabalho.

                       Com o nome inspirado na tribo Tupinambá, a dupla canta em suas letras a história dessa tribo fazendo uma analogia, ao que aconteceu com esse povo e uma "real" invasão alienígena. Uma temática bastante interessante, mas que de nada adiantaria se a música não fosse no mesmo nível. E o que a banda apresenta é uma perfeita junção entre temática e sonoridade. Logo na faixa de abertura Invasão Alienígena isso fica bem nítido. Guitarras muito bem timbradas e uma pegada pesada, com pequenas mudanças de andamento deixam a composição com um "molho" especial. A faixa também apresenta todas as características da banda, que acabam se repetindo durante a execução do EP. Antropofagia mantém o peso em alta, com uma levada mais próxima do metal atual, incorporando momentos tribais, que reforçam ainda mais o timbre pesado da guitarra de Rogério Delevedove. Tribo em Guerra é mais "thrash", pois começa com uma bateria bate-estaca, mas em seguida muda de direcionamento, ficando mais cadenciada e lembra em alguns momentos, o saudoso Sepultura dos tempos de Chaos A.D.. Tupi Nambha traz os elementos tribais à sonoridade da banda, mas ao mesmo tempo, mostra uma cara mais moderna, dosando de forma bem eficiente essas duas vias de composição. Galdino Pataxó é uma faixa que nos remete à brasilidade do grupo, que me trouxe à mente o que fazia Chico Science e Nação Zumbi nos seus primórdios. Feiticeiro traz o peso de volta á carga. Arrastada em seu início, a composição ganha intensidade conforme vai sendo executada, tendo seu destaque na bateria (programada ou não, ficou muito bem executada). O encerramento vem com Ayahuasca, que segue os passos da faixa anterior.

                         INVASÃO ALIENÍGENA é um EP que mostra uma banda mais do que pronta pra firmar seu nome no cenário do metal nacional. Se o fato de usar uma língua "esquecida" pode afastar alguns, aqueles que realmente sabem apreciar um trabalho honesto e de qualidade irão apreciar este trabalho de uma banda que não parece ser iniciante. TUPI NAMBHA. Guarde esse nome.






                   Sergiomar Menezes

NECROMANCER - FORBIDDEN ART (2014)



                         "Um acerto de contas com o passado". Assim, dessa forma, a própria banda acaba por denominar seu primeiro álbum, após 30 anos. E esse acerto faz mais do que jus à história do grupo carioca NECROMANCER. Lançado em 2014 pela Heavy Metal Rock, FORBIDDEN ART vem para mostrar aos mais novos toda a importância da banda dentro do cenário nacional. Formada em 1986, durante esses mais de 30 anos, houveram pausas nas atividades, mas a vontade de seguir adiante foi mais forte, e felizmente, ara nós, fãs de metal feito com qualidade, o primeiro trabalho do grupo finalmente chega ao mercado.

                          Na gravação do álbum, a banda contava com a seguinte formação: Marcelo Coutinho (vocal), Luiz Fernando (guitarra e backing voca) e Alex Kafer (baixo, bateria, guitarra solo e backing vocal), sendo que hoje o grupo é composto por Marcelo (vocal), Luiz Fernando e Alex (guitarras), Gustavo Fernandez (baixo) e Vinicius Cavalcanti (bateria). Gravado e mixado por Fernando Perazo no Hanoi Studio, No Rio de Janeiro, entre julho e outubro de 2013, Forbidden Art é um resgate histórico da carreira do hoje quinteto. Com músicas que integraram suas demos, o álbum é um a verdadeira aula de thrash metal, que mesmo tendo características mas "old school", possui muita personalidade e não soa datado em nenhum momento. A capa é mais um belo trabalho de Marcelo Vasco (Slayer, Borknagar, Soulfly, entre outros). 

                     A intro Necromantia nos prepara para a primeira faixa, a poderosa Necromancer. Pesada, direta e bastante agressiva, a composição carrega consigo todas as influências do grupo, pois podemos perceber que a escola alemã se mostra mais latente , principalmente nas guitarras de Luiz Fernando e e Alex. O vocal de Marcelo vai também por essa linha, mas sem exageros. Os riffs se destacam ao lado do solo bem encaixado na estrutura da faixa. Deadly Symbiosis, mais cadenciada, possui momentos mais densos e pesados, mas tem aquela levada tipicamente thrash. Com mais uma bela dose  de riffs pesados, a faixa é um dos destaques do trabalho. Dark Church traz em destaque o baixo (que ficou sob a responsabilidade de Alex Kafer nas gravações). Além disso, a estrutura da composição se difere das demais, tendo na levada da bateria (também à cargo de Alex) sua principal referência. Havocs and Destruction começa com aquele "clássico" momento introspectivo, que nos deixo em estado de alerta para o peso que virá na sequência. Nessa faixa, Marcelo adiciona uma dose extra e agressividade ao vocal, enquanto Luiz Fernando e Alex pesam a mão em bases e solos que se encaixam com perfeição na composição.

                         Middle Ages tem muito peso e possui uma levada mais cadenciada, aproximando-se, de certa forma, com o doom metal (mas, por favor, escutem e entendam o que quero dizer). As mudanças de andamento aqui, comprovam a capacidade de criação do grupo, pois não existem amarras ao estilo, mesmo que sua base seja o thrash metal old school. Plundered Society volta a nos mostrar toda a agressividade e brutalidade da banda, com riffs intensos e baixo/bateria marcados. Bem "suja e pesada", aqui Marcelo faz uso de vocais mais rasgados. O solo de Alex também merece destaque, sendo um dos melhores do álbum! E tome riffs e bate estaca pra bangear com The Rival! Direta e sem enrolação, a faixa é uma das mais rápidas e curtas do play. O encerramento vem com Desert Moonlight, que foi gravada em 2011 e segue a mesma linha de composição da faixa anterior, mas com mais peso e momentos mais variados.

                    Muito mais do que um acerto de contas com o passado, FORBIDDEN ART é um resgate histórico de uma banda com história dentro do metal nacional. Que esse álbum seja apenas o primeiro e que o NECROMANCER possa seguir nos brindando com músicas brutais e agressivas como as que se fazem presentes aqui. mais do que indicado aos fãs de Thrash metal como ele tem que ser: agressivo, direto e brutal!




                   Sergiomar Menezes

domingo, 11 de fevereiro de 2018

CERBERUS ATTACK - FROM EAST WITH HATE (2017)



                            Formada em 2009, a banda CERBERUS ATTACK lançou em 2017 seu primeiro full lenght. FROM EAST FROM HATE é um trabalho que resgata o Thrash Metal dos anos 80 mas em nenhum momento soa datado ou sem identidade. Pelo contrário! Agregando suas influências de forma eficiente, o grupo mostra personalidade ao praticar um thrash vigoroso, que mescla de forma correta o estilo que consagrou bandas como Exodus, Death Angel, Forbidden, entre outros, com apegada da escola européia, mais precisamente a da germânica, tendo o Destruction como principal referência. Mas tudo isso vem embalado em composições cheias de intensidade e, o principal, com excelentes riffs de guitarra. Afinal estamos falando de um álbum de thrash, não é mesmo?

                    Jhon França (vocal/guitarra), Marcelo Araújo (guitarra/backing vocal), Marcelo Maskote (baixo/backing vocal) e Bruno Morais (bateria) nos entregam um belo álbum de Thrash Metal. Se por um lado a Bay Area se faz presente, principalmente no que diz respeito aos riffs de guitarra, por outo, a pegada na linha alemã vem nos vocais de Jhon, que algumas vezes lembram o mestre Schmier do Destruction. A produção do trabalho ficou sob a responsabilidade do vocalista/guitarrista Jhon e da própria banda, enquanto a mixagem e masterização ficaram sob os cuidados do vocalista. E tudo ficou no lugar pois, se não temos algo límpido e cristalino, também não temos algo sujo em demasia. O peso e a sujeira necessários estão bem adequados ao estilo proposto pela banda.  A capa é arte de Cleyton amorim  e ficou bacana, bem inserida na proposta apresentada.

                       A instrumental From Lust to Dust (título muito bem sacado) nos prepara para a primeira porrada: Face Reality, uma verdadeira cacetada, com riffs agressivos, bateria veloz e uma ríspida interpretação vocal por parte de Jhon França. temos aqui, as características da banda bem equilibradas, uma vez que o thrash cheio de energia do grupo se mostra bastante intenso logo de cara. Além disso, a faixa traz interessantes mudanças de andamento, o que mostra também,  a versatilidade do grupo na hora de compôr. Human Extinction traz novamente um ótimo trabalho de guitarras. Os solos bem encaixados demonstra o cuidado da banda na hora de estruturar as suas composições, pois não são raros os momentos em que um solo fora de contexto dentro de uma faixa põe tudo à perder. Cabe também destacar o ótimo trabalho do baixista Marcelo Maskote, dono de grande técnica! Worms Incorporated é um dos grandes destaques, trazendo uma pegada mais próxima da Bay Area, lembrando em certos momentos o bom e velho Testament (de antigamnete).

                           Get Thrashing Or Die Trying (outro título muito bem sacado pelo grupo) é uma faixa instrumental, mas diferente da primeira, que era bem trabalhada e mais "suave", é uma pedrada na orelha e, mais uma vez, Marcelo Maskote merece ser citado. Ao seu lado, o baterista Bruno Morais não fica atrás, com uma pegada precisa e ao mesmo tempo bastante agressiva. E os riffs cavalgados são a força motriz de Together We Destroy, outra grande faixa do álbum! E aqui a banda mostra uma face um pouco diferente pois dá perceber um pouco de metal tradicional, principalmente nas guitarras, o que só engrandece o já pegado thrash do grupo. October 12th mantém essas características, apesar de um pouco mais agressiva em certas passagens. Bons riffs e aquele bate estaca perfeito pro headbanging é o que temos em Dirty City, faixa que antecede a última, a ótima East Side Thrashers, cantada em português e que mostra em sua letra, as agruras pelas quais passa a população da zona leste de São Paulo, cidade da banda.

                      Após alguns EPs lançados de forma independente, o CERBERUS ATTACK nos brinda com um álbum de ótimo nível. FROM EAST WITH HATE mostra uma banda mais do que pronta pra buscar seu lugar ao sol dentro do cenário nacional. Thrash Metal direto, sem frescuras. Se essa é sua praia, pode alugar a casa e passar as férias por aí. Mais um bom nome dentro da música pesada do nosso sofrido país.




              Sergiomar Menezes

THE ADICTS - AND IT WAS SO! (2017)



                Punk Rock como ele deve ser. Direto, sem invencionices, modernidades, ou qualquer outro tipo de influência externa. Também, não podíamos esperar nada e diferente, afinal estamos falando de uma das bandas mais influentes do cenário. Com mais de 40 anos de carreira, os britânicos do THE ADICTS lançaram em 2017 AND IT WAS SO!, que saiu por aqui através da parceria Shinigami Records/Nuclear Blast. E o grupo mostra que não é à toa que serve de referência para muitos grupos que hoje "brilham" dentro estilo. Nomes como Rancid, The Offspring, entre outros, beberam e ainda bebem nesta fonte. E se você curte aquele punk rock básico e necessário particado por bandas como UK Subs, Vibrators, Cock Sparrer, etc..., o THE ADICTS é mais do que indicado!

                O grupo hoje é formado por Keith "Monkey" Warren (vocal), Pete "Pete Dee" Davison (guitarra) e Mike "Kid Dee" Davison (bateria) e apresenta neste mais recente trabalho, a mesma energia e identidade que sempre se fizeram presentes na longa carreira da banda. Produzido e mixado pelo guitarrista Pete Dee, o álbum traz 12 faixas vigorosas que carregam consigo aquela aura juvenil e incendiária que só o punk rock pode oferecer. A capa nos remete ao visual "droogs", inspirado no clássico filme "Laranja Mecânica" e que se tornou uma espécie de marca registrada do grupo. Com aquela mistura mais que certeira entre o punk e o Oi!, o cd merece e, mais do que isso, deve ser ouvido por quem aprecia o estilo.

                   Picture of the Scene abre o álbum trazendo as características do grupo: guitarras punk/oi, vocais equilibrados e uma melodia que agrega uma certa aura pop à composição, sem com que isso traga nenhum tipo de demérito à faixa. Fucked Up World é um legítimo punk rock, daqueles que nos fazem sair quebrando tudo que vemos pela frente. Guitarras à frente, e uma pegada mais próxima do hardcore dão à faixa um destaque dentre as demais composições. Já Talking Shit mostra toda a influência que a banda exerce na cena atual. Melodia simples, mas com um refrão daqueles que grudam na cabeça logo na primeira audição, criam um clima daqueles que a gente sai cantando junto e nem percebe. If You Want It tem em sua estrutura uma linha que consagrou o The Clash. Uma ouvida mais atenta mostra que as guitarras de Pete Dee trazem consigo aquelas linhas típicas que Joe Strummer e Mick Jones também adotavam em muitas das estruturas do respectivo grupo (não é demais lembrar que ambos surgiram praticamente à mesma época). Gospel According Me tem uma veia mais "suave", quase poppy punk, com linhas mais melódicas e bem simples. O punk rock  volta com tudo em Gimme Something To Do.

                  Love Sick Baby tem uma levada mais cadenciada que vem a contrastar com a pegada mais próxima do New Wave de And It Was So!. Aliás a faixa título também é um do destaques do álbum, que é bem homogêneo. Se não há grandes destaques, também não existem faixas descartáveis. Isso fica evidente na faixa seguinte, Deja Vu, que começa marcada pelo baixo, mas ganha o acréscimo de guitarras bem timbradas, mostrando que a experiência faz a  diferença na hora de compôr. I Owe You resgata a veia mais pop da banda, mas ainda assim, tem sua estrutura baseada na eficiente guitarra de Pete Dee. Wanan Be mantém esse clima em seu início, mas logo "descamba" para um punk/HC arrasa quarteirão! O encerramento vem com You'll Be The Death of Me, com uma levada mais "sombria" (pro estilo da banda, que fique bem claro).

                  Pra quem, como este que vos escreve, cresceu ouvindo bandas como Ramones, Sex Pistols, The Clash, Dead Kennedys, Toy Dolls, Adolescents, Descendents, Bad Religion, o próprio T
THE ADICTS, entre tantos outros, poder ouvir e compartilhar um trabalho de nível tão bom quanto AND IT WAS SO! é um grande prazer. Que esse mesmo sentimento seja o que você terá ao escutar mais este belo álbum. Punk Rock pra gosta e sabe o que é Punk Rock!




                   

                  Sergiomar Menezes