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sábado, 30 de setembro de 2017

TERROR EMPIRE - OBSCURITY RISING (2017)



                 
                    E eis que após "The Empire Strikes Black", lançado em 2015, os thrashers portugueses do TERROR EMPIRE estão de volta. Praticando um thrash mais pesado e com influências um pouco mais latentes de detah metal, OBSCURITY RISING chega ao mercado através da Mosher Records. Se no álbum anterior o quinteto já dava mostras de que, ao agregar a pegada mais próxima da Bay Area com toques do metal da morte, vinha moldando seu estilo com personalidade, aqui o grupo confirma isso de forma satisfatória, pois demonstra personalidade em composições pesadas e intensas.

                     Formada em 2009, na cidade de Coimbra em Portugal, a banda é formada por Ricardo Martins (vocal), Rui Alexandre (guitarra), Nuno Oliveira (guitarra), Rui Puga (baixo) e João Dourado (bateria). E nestes 8 anos de estrada, o grupo adquiriu muita experiência, ao realizar turnês e participar de festivais. Prova disso é que neste novo trabalho, a produção está bem mais pesada. Não que no trabalho anterior não estivesse. mas aqui, o trabalho de guitarras se mostra bem mais trabalhado, onde a dupla Rui e Nuno mostra bom entrosamento e coesão. Já a cozinha composta por rui Puga e João Dourado, cria bases bem pesadas e variadas, mostrando ótima técnica. Já o vocal de Ricardo consegue ficar em um meio termo entre o thrash e o death, deixando tudo com uma identidade própria. 

                      Após a intro Obscurity Rising, temos a porrada You Never See Us Coming, onde as influências da Bay Area se mostram latentes (Slayer e Exodus à frente). Mas o grupo consegue mostrar personalidade, pois em vários momentos, a bateria mostra uma pegada death metal, sem comprometer  o thrash já característico da banda. Aliás, as guitarras se destacam, pois os solos se mostram não apenas eficientes, mas ríspidos e mortais. Burn The Flags é outro belo exemplo de agressividade. Riffs certeiros e um vocal beirando gutural, fazem com que a faixa fuja do lugar comum, se tornando um dos destaques do álbum. Já Times of War é uma típica faixa "thrash". desde a levada das guitarras ao ritmo frenético da bateria, tudo aqui vai agradar aos amantes do bom e velho "bate-cabeça". Meaning in Darkness é uma faixa instrumental e bastante introspectiva, quebrando um pouco o clima agressivo e brutal que vinha sendo executado.

                          Holy Greed traz de volta a velocidade e os solos inspirados, que fazem a diferença no som do grupo. Alguns momentos podem remeter aos bons tempos do Sepultura e do Pantera, mas a banda procura não se deixar levar unicamente por isso. Mais uma vez, a cozinha composta por Puga  e Dourado mostra ótima técnica. Lust é daquelas faixas que se você não cuidar, sai quebrando tudo à sua volta. Fico imaginando o estrago que essa faixa deverá fazer ao vivo. Aliás, um show do grupo deve ser bem interessante, visto a garra apresentada em seus trabalhos de estúdio. Na sequência,  amehor faixa do álbum (ao menos na opinião deste humilde redator): Death Wish! Que música foda! Riffs perfeitos, bateria na velocidade da luz, mas com momentos mais trabalhados e um vocal beirando  a insanidade. Perfeita! faixa obrigatória nos shows da banda! Feast of the Wretched possui momentos bem brutais, principalmente no que diz respeito ao trabalho de bateria. Os solos aqui, buscam inspiração na melodia (vejam bem, não melódico) e contrastam com toda a agressividade da composição. Soldiers of Nothing mantém a  sequência  mais pesada do play. O encerramento vem com New Dictators, outra faixa que prima bela velocidade e  brutalidade.

                       O TERROR EMPIRE mostra em  OBSCURITY RISING que é uma banda mais do que pronta para o reconhecimento dos thrashers, não apenas da Europa, mas de todo o mundo. Riffs agressivos e violentos, bateria e baixos extremamente pesados e trabalhados e um vocal bem peculiar, fazem do grupo um nome  a ser lembrado. Este novo álbum, não apenas mantém a boa sequência iniciada com "The Empire Strikes Black", mas também dá um passo adiante na carreira do quinteto. THRASH 'TILL DEATH!







                  Sergiomar Menezes