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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

INSANE DRIVER - INSANE DRIVER (2016)



                    Formada em 2013, a banda INSANE DRIVER chega ao seu primeiro álbum. Apostando num metal moderno, pesado e vibrante, o quinteto de São Paulo (SP), mostra que mesmo com pouco tempo de estrada, a técnica e qualidade apresentadas aqui superam as expectativas, com composições intensas e bastante variadas, usando o peso das guitarras de forma eficiente. Buscando inspiração em nomes dos mais variados estilos, como por exemplo, Iron Maiden Metallica, Pantera, Alter Bridge, Killswitch Engage e Dream Theater, o grupo molda sua identidade própria com personalidade. E tudo isso pode ser ouvido no excelente INSANE DRIVER, lançado de forma independente agora em 2016.

                  Marcos Bolsoni (vocal - que gravou o álbum, mas não está mais na banda, dando lugar à Eder Franco), Danilo Bigal (guitarra/backing vocal), Deivid Martins (guitarra), Nei Souza (baixo/ backing vocal) e Wagner Neute (bateria e teclados) trazem 11 faixas carregadas de peso e uma pegada bastante atual. E vejam, quando eu falo atual, me refiro a uma sonoridade moderna, com guitarras pesada e uma levada mais cadenciada, com mudanças de andamento e músicas muito bem trabalhadas. E a produção do álbum, que ficou sob a responsabilidade de Tiago Oliveira soube valorizar isso de forma excelente, pois temos tudo limpo e cristalino mas ao mesmo tempo pesado e intenso. Aliados a mixagem e masterização realizadas por Denis Salgado e Victor Salgado da Rua D. Produções, que ressaltou ainda mais esse lado da banda. A capa e arte gráfica também ficaram muito boas e são obras de Fabíola Russo e Alexandre Santos.

                 Endless Path é uma introdução acústica e antecede The Edge Of Life, uma faixa que de início já deixa clara a proposta da banda. Riffs muito bem trabalhados, uma cozinha pesada e muito técnica e uma melodia que consegue soar agressiva em alguns momentos sem se perder. O que impressiona logo na primeira faixa é o esmero com que o grupo trata suas composições. Timbragem perfeita e uma linha mais cadenciada (algo que se repete ao longo do álbum), mas que apresentam mudanças de andamento. O baixo cheio de groove de Nei Souza dá início a pesada Firstly My Breakfast. O vocal de Marcos se mostra bem competente, pois vai do mais rasgado em alguns momentos á passagens mais limpas sem perder a qualidade. O bom trabalho de backing vocals aqui também é percebido.  Com quase sete minutos de duração Tide Of Tears é uma faixa bem mais "suave", com um apelo mais prog metal. Bem executada, a faixa mostra que o grupo é versátil, não se limitando á uma única linha de composição. Buried Thoughts tem um começo mais introspectivo, melancólico até, mas ganha peso quando as guitarras de Danilo e Deivid formam uma parede densa, mas tudo isso aliados á uma melodia que se mantém durante a execução da faixa. E o refrão ficou perfeito pois ganha intensidade e ainda, temos um belo solo para abrilhantar ainda mais essa grande faixa. Fallen Dreams tem uma cara mais próxima do metal tradicional, onde as influências de Metallica que o grupo possui acabam falando mais alto em alguns momentos, mas as mudanças de andamento mostram mais uma vez a personalidade do grupo.

                 Change possui muito peso e mais vez temos aqui, o lado mais heavy metal do grupo. O que a dupla de guitarristas faz aqui é sensacional, pois temos uma pegada forte e o baixo/bateria trabalham de forma uniforme. Talvez, a faixa mais pesada do álbum, a composição deve ficar excelente ao vivo. Em Today Is Sunday a banda cria melodias mais agressivas e o vocal de Marcos soa um pouco diferente fugindo um pouco do que o vocalista apresenta durante a execução do álbum, arriscando até mesmo alguns agudos e tendo um bom resultado. Faithless Breath tem uma linha mais cadenciada, mas não esquecendo do peso. A melodia do refrão soa bastante melancólica sem com que isso torne a faixa "pra baixo", se é que me faço entender. Em Make Decisions temos a volta do lado mais "heavy" do grupo. Grande trabalho de baixo/bateria (impressionante o entrosamento da dupla Nei e Wagner) e as guitarras, como em todo o álbum, expressam muito peso e técnica. O trabalho se encerra com a bonita Tears of Blood, onde o teclado cria um clima para a interpretação cheio de felling de Marcos. Na metade da faixa, as guitarras aparecem para deixar tudo mais pesado, fechando o álbum em grande estilo.

                 Ouvindo esse trabalho de estréia do INSANE DRIVER podemos ficar na dúvida se realmente a banda tem apenas três anos de estrada e que recém tenha lançado seu primeiro álbum, tamanha a qualidade e profissionalismo apresentados aqui. Uma banda que tem um futuro ( e porque não dizer, um presente) brilhante e que tem tudo para figurar entre os grandes nomes do metal brasileiro. Personalidade, uma sonoridade atual e pesada e muita qualidade aliada à técnica. Tudo isso fazem do auto intitulado álbum do grupo um dos destaques desse 2016.





               Sergiomar Menezes

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