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terça-feira, 26 de julho de 2016

ENTREVISTA - DIO BRITTO (WESTFIELD MASSACRE)



           Dionatan Brito (ex-Distraught, In Torment, entre outros), ou Dio, como é mais conhecido, nasceu em 12 de maio de 1987, em Porto Alegre, e despertou sua paixão por música e bateria cedo. Aos treze anos de idade começou a aprender a tocar o instrumento que definiria o rumo da sua vida. Em poucos anos Dio Britto se destacou na cena musical local, fazendo parte de diversas bandas e projetos musicais. Sua ambição o levou além, tendo gravado pelo menos sete álbuns e diversos EP'S, demos e videoclipes, e tendo tocado centenas de shows, no Brasil, América do Sul e Europa. Logo, chegou a hora de dar um passo mais um passo rumo ao seu maior sonho, explorar o maior mercado da música no mundo, os Estados Unidos. 

           Não é preciso falar sobre o quão difícil e desafiador pode ser para um brasileiro basicamente deixar tudo para trás e reconstruir toda sua carreira praticamente do zero em um país estrangeiro, especialmente em Los Angeles, onde a concorrência é enorme. 
          Uma vez em Los Angeles, determinado e ciente do trabalho duro que seria, Dio Britto começou uma nova empreitada. Toda sua experiência ajudou muito, porém, em suas próprias palavras: "Não há segredo, tudo pode acontecer, o principal é manter-se forte e focado, e não desistir nunca." Em poucos meses de trabalho, Dio Britto já estava sendo visado por grandes nomes do Heavy Metal. O convite para ser o baterista do WESTFIELD MASSACRE foi aceito com orgulho, pois o baterista anterior era um grande nome na cena, e Dio Britto foi visto como o único capaz de manter o posto. Sem delongas, Dio lançou um álbum e um videoclipe com a banda e logo saiu em turnê pelos Estados Unidos, junto com o nomeado ao Grammy, SEVENDUST e TRIVIUM. A turnê foi um sucesso e o nome do Westfield Massacre e Dio Britto está na ponta da língua de muita gente. O músico também é constantemente convidado a participar de eventos musicais em Hollywood, onde outros grandes músicos estão presentes, como a famosa "ULTIMATE JAM NIGHT", tendo tocado junto a músicos consagrados, como Monte Pittman (guitarrista da rainha do POP, Madonna).
            Com relação ao Westfield Massacre, a banda lançou o vídeo Build Your Thrones, e saiu em turnê com os já citados Sevendust e Trivium pelos EUA, e na primeira semana em tour o CD foi lançado.  Uma semana depois, o grupo apareceu como #3 album mais baixado no iTUNES metal chart e #13 mais vendidos no BILLBOARD HEATSEEKERS CHART. De volta da tour que, a banda lançou mais um vídeo, Darkness Divides, e tem dois festivais agendados em Agosto com bandas como Killswitch Engage, Volbeat, Hatebreed, etc. E o plano é fazer outra Tour pelos EUA até o fim do ano e no início do ano que vem Europa e lançar novo material.
           Batemos um papo com Dio em um dos intervalos da turnê que o grupo vem fazendo pelos EUA, e isso você confere logo abaixo...

   WESTFIELD MASSACRE

Rebel Rock - Dio, na última vez que te entrevistei, há dois anos atrás, para o portal da Agência Yaih, você estava em turnê com a  Distraught e lançando o mais recente trabalho da In Torment. Mas no final daquele ano você resolveu se mudar pros EUA. Quando surgiu essa idéia e qual era teu objetivo com essa mudança?

Dio Britto - Fala, tchê! Então, eu sempre tive uma vontade enorme de viver aqui, estar mais perto de onde as coisas parecem ser mais justas para artistas e em contato com essa cultura misturada e sempre atualizada. Sempre soube que esse lugar teria muito a me oferecer se bem explorado. Chegou um momento na minha vida em que apenas decidi que era hora de "ver no que ia dar". Não fazia ideia do que poderia acontecer ou não, mas estava ciente de que de qualquer maneira seria um experiência incrível. E aqui estou, metendo bronca! Hehe...

Rebel Rock -  Obviamente que uma mudança, ainda mais de país, acaba trazendo consigo um processo de readaptação. Como foi esse processo?

Dio Britto - O processo de adaptação é bem difícil no começo. Acho que depende de cada um como ele se dá, porém é necessário muita força de vontade e perseverança se você quer realmente fazer algo de valor e não apenas se divertir e voltar pra casa. 


Rebel Rock -  E quanto aos americanos? A receptividade foi de acordo com o que você esperava?


Dio Britto - A receptividade foi ótima! Em pouco tempo fiz muitas amizades novas de grande valor pra mim. Gente de todo o mundo e de toda parte dos EUA se solidarizando e me apoiando nessa empreitada. Eu não poderia estar mais agradecido. 



Rebel Rock - Como surgiu o convite para integrar o Westfield Massacre?

Dio Britto - O convite para entrar na WFM foi fruto dessas novas amizades aliadas à minha força de vontade, experiência e talento. Conheci o Bill Hudson e o Max Georgiev no primeiro mês em que eu estava aqui. Max e eu nos tornamos bons amigos e fomos morar juntos, e ainda estamos! Ele hoje em dia faz parte do Escape The Fate e o Bill Hudson do Transiberian Orchestra, mas na época eram do WFM. Eles mostraram meu trabalho para o vocalista, Tommy Vext, que adorou e depois de me conhecer me disse que precisaria dos meus serviços em breve, mas eu não sabia para que banda. Então um dia o convite veio por telefone. Essas foram as palavras de Tommy: "você estaria interessado em gravar dois clipes em Las Vegas, e fazer turnê com uma banda de metal?". Aceitei na hora e desde então muita coisa incrível aconteceu. Isso foi há menos de um ano! 


Rebel Rock - Mesmo sendo um músico experiente, como foi o processo de gravação do álbum? Há muito diferença entre o modo de trabalhar em estúdio dos americanos e o dos brasileiros?

Dio BrittoO processo de gravação foi bem interessante, pois apesar de eu ter bastante experiência com isso, aqui as coisas costumam ser mais rápidas e diretas, devido à prazos para entrega do material, gravadora, etc. trabalhamos com o produtor Joseph Mcqueen, que já produziu muitos discos de metal que adoro. Ele é rápido e talentoso, e fez o processo todo soar melhor do que pensávamos que ia! Porém mais da metade do álbum já estava escrito quando entrei na banda, e ajudei a terminar algumas baterias apenas. Já estamos escrevendo um álbum novo inteiro para o ano que vem, no entanto. 





Rebel Rock - Recentemente, você divulgou alguns vídeos de algumas JAMS das quais você participou. Como surgem esses convites e com quais músicos você teve a oportunidade de dividir o palco?



Dio Britto - Eu estou morando em Hollywood, e nesse bairro é onde a concentração de músicos e eventos de rock estão. Toda terça feira existe uma noite chamada Ultimate Jam Night, onde músicos que tocam ou tocaram em diversas bandas famosas são convidados a participar, tocando covers. É muito legal e eu já tive o prazer de participar algumas vezes, tocando ao lado de nomes como Monte Pittman (guitarrista da Madonna), Jerry Montano (ex Danzig e Hellyeah), etc. 



Rebel Rock - E os brasileiros que moram por aí? Como é o relacionamento entre todos?


Dio Britto - Conheci vários brasileiros aqui, e quase todos são muito legais. Temos um jeito nosso de ser solidário pois entendemos a "luta" do outro. Mas tem um pessoal de Curitiba que são praticamente uma família pra mim aqui. Eles são de uma banda chamada Livin Garden (que está mudando de nome agora para Red Devil Vórtex). Eles são muito talentosos e pessoas incríveis, vale a pena conferir o trampo deles! 


Rebel Rock -  Dio, e os planos para o futuro? O Westfield Massacre está agendado para alguns festivais, não é mesmo?



Dio BrittoNós estamos saindo em turnê novamente agora em Agosto com datas espalhadas pelos EUA. Incluindo festivais onde tocaremos ao lado de bandas como Killswitch Engage e Hatebreed. A meta é fazer mais uma turnê nacional até o final do ano e terminar o disco novo. Também temos uma turnê agendada no Reino Unido em janeiro junto com a Banda do ex vocalista do Killswitch Engage (Howard Jones), o Devil You Know. Mal posso esperar! 



Rebel Rock - Cara, obrigado pela entrevista e  deixo o espaço aberto aqui para você, até mesmo se você quiser revelar seu time de futebol (risos)...



Dio Britto - Agradeço demais o espaço e a oportunidade de falar um pouco sobre minha experiência como músico no Brasil e fora dele. Meu time de futebol é o Grêmio de 1996!! Hahaha... Aos meus amigos, fãs, ex- companheiros de banda e músicos em geral no Brasil, vocês são todos fodas pra caralho! Vamos juntos manter acesa a chama do Heavy Metal no Brasil!! (isso soou muito "Massacration" hahaha). Valeu!!!!! Getcha Pull!! 







             Sergiomar Menezes






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