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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

W.A.S.P. - GOLGOTHA



                    E o incansável Blackie Lawless segue sua jornada pelo caminho do Hard n' Heavy com o lançamento de GOLGOTHA, que chega ao Brasil, num belo digipack,  via Shinigami Records.  Mantendo a mesma linha adotada em Dominator (2007) e Babylon (2009), o W.A.S.P. mostra que ainda tem muita lenha pra queimar. Se o grupo não atrai para si mais os holofotes da grande mídia como antigamente, com este trabalho, dá provas de que continua relevante e que os fãs podem conferir sem medo. Composições com  aquela pegada característica do grupo, mesclando linhas mais hard e passagens bem heavy, os vocais, que apesar da passagem do tempo, seguem sendo um dos destaques, pois Lawless mantém timbres bem próximos da fase áurea da banda, e um excelente guitarrista, garantem um ótimo nível ao álbum.

                  Formada hoje por Blackie Lawless (vocal, guitarra e teclados - único integrante da formação original e clássica da banda), Douglas Blair (guitarra solo e backing vocal) e Mike Duda (baixo), a banda contou na gravação do trabalho com as baquetas de Michael Dupke. O álbum foi gravado no Fort Apache Studios e a produção ficou á cargo de Michael Dupke, Mark Zavon e Jun Murakawa, enquanto que a  mixagem ficou sob a responsabilidade de Logan Mader ( ex-Soulfly e Machine Head). Com grandes composições e um guitarrista extremamente talentoso, Lawless mostra que quem foi rei, nunca perde a majestade (soa clichê, mas é a mais pura verdade...).

                 O álbum inicia com uma grande faixa. Scream é uma faixa forte, que reflete a personalidade da banda. Uma pegada bem típica, vocais muito bem encaixados e solos bem elaborados fazem da música um dos grandes destaques do trabalho. Uma carta de boas vindas excelente! Last Runaway possui linhas melódicas sobre uma base estruturada no hard n' heavy próprio do grupo. Vocais dobrados e backing vocals na medida certa, além do belo trabalho executado por Douglas Blair (que, ressalto novamente, é um dos grandes destaques do álbum) mantém a seqüência em grande estilo. Shotgun, a terceira faixa, nos remete á trabalhos anteriores do grupo, principalmente pelo vocal um pouco mais rasgado de Lawless. Belo refrão, uma melodia simples, mas contagiante, e uma levada bem rock n' roll ditam o ritmo. Miss You é uma faixa carregada de sentimento. Uma balada onde o solo de Douglas Blair se destaca, esbanjando o felling que a música pede. Fallen Under tem uma pegada mais cadenciada e ao mesmo tempo melódica e a cozinha composta por Mike Duda e Michael Dupke aparece de forma mais destacada, deixando a faixa mais pesada.

                 Slaves of The New World Order, com uma base bem heavy e uma melodia marcante, tem um certo ar de "já ouvi isso antes", mas nem por isso merece algum demérito. Pelo contrário, essa linha utilizada pelo grupo sempre foi um dos pontos fortes do seu trabalho. Na seqüência, Eyes of My Maker, traz uma pegada mais cadenciada e por vezes introspectiva. Uma boa faixa. Já Hero of The World é um dos grandes destaques do álbum. Uma bela introdução e aquela cara "W.A.S.P." se revelam de forma latente, enquanto mais uma vez, Douglas Blair ganha destaque. O guitarrista tem uma veia melódica sem soar forçada e garante momentos dignos do passado glorioso do grupo. Golgotha, a faixa título, encerra o trabalho de forma épica. Grande interpretação de Lawless, Carregada de sentimento, a música mostra a qualidade dos arranjos além de expôr momentos de pura inspiração.

                 Estamos em 2015. Com mais de 30 anos de carreira. o W.A.S.P. mostra que ainda se mantém relevante na cena. Mesmo que, durante certo período, alguns trabalhos tenham ficado um pouco abaixo daquilo que se espera do grupo, desde Dominator (2007), os álbuns vem mantendo um bom nível e este GOLGOTHA pode ser considerado o melhor desta nova fase. Belas composições e um grande guitarrista, além do talento inegável de Blackie Lawless, fazem deste, um dos melhores trabalhos lançados em 2015. 


               
 Sergiomar Menezes

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